Este guia reúne as perguntas mais frequentes recebidas pela Dra. Gabriela Laboissiere (CRM-DF 21283 | RQE 16195) no consultório e nas redes sociais, respondidas com profundidade clínica, baseadas nas diretrizes da FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), da Sociedade Internacional de Menopausa (IMS) e das melhores evidências científicas disponíveis.

Com 12 anos de experiência em Ginecologia Endócrina, Reprodutiva e Regenerativa e mais de 10.000 pacientes atendidas em Brasília-DF, a Dra. Gabriela sabe que informação de qualidade é o primeiro passo para que cada mulher tome decisões conscientes sobre sua saúde. As respostas a seguir não substituem a consulta médica individualizada, mas reduzem a incerteza e facilitam a conversa no consultório. As perguntas estão organizadas em cinco categorias temáticas.

Para perguntas específicas sobre consulta preventiva, acesse o guia de consulta ginecológica em Brasília. Para dúvidas sobre saúde hormonal, veja o guia de acompanhamento hormonal em Brasília.

Sobre a consulta ginecológica em Brasília

Com que frequência devo consultar uma ginecologista?

A recomendação geral da FEBRASGO é de consulta ginecológica anual para toda mulher sexualmente ativa ou com 21 anos ou mais, mesmo sem queixas, a consulta preventiva rastreia condições assintomáticas que têm melhor prognóstico quando detectadas precocemente. Para mulheres com condições crônicas ativas, SOP, endometriose, hipotireoidismo, em uso de TRH, com histórico de lesão precursora do colo, o acompanhamento a cada 6 meses é mais adequado para monitorar a resposta ao tratamento e ajustar condutas. A frequência ideal é sempre individualizada pelo perfil clínico de cada paciente.

O que trazer para a primeira consulta com a Dra. Gabriela?

Traga todos os exames ginecológicos que tiver, Papanicolau, ultrassom pélvico transvaginal, mamografia, densitometria óssea, independentemente da data. Traga também resultados de exames de sangue recentes, especialmente painel hormonal, TSH, glicemia e insulina de jejum. Liste todos os medicamentos e suplementos em uso, incluindo anticoncepcionais, e anote as datas dos últimos 3 a 6 ciclos menstruais (início, duração e intensidade). Se tiver histórico de cirurgias ginecológicas ou relatórios de especialistas anteriores, inclua-os. Não é necessário ter nenhum exame, a Dra. Gabriela solicitará o que for clinicamente necessário após a avaliação.

Posso ir ao ginecologista durante a menstruação?

Sim, na maioria das situações. A consulta clínica, os exames de sangue e a avaliação das mamas podem ser realizados normalmente durante a menstruação. A exceção principal é a coleta do Papanicolau, que deve ser feita preferencialmente 5 dias após o término do fluxo menstrual, o sangue pode contaminar a amostra e comprometer a qualidade do resultado. O ultrassom transvaginal pode ser feito durante a menstruação, mas a visualização do endométrio fica limitada. Para queixas urgentes, dor pélvica, sangramento atípico, não é necessário aguardar o fim da menstruação.

Consulta ginecológica dói?

Não, a consulta ginecológica não deve ser dolorosa. O especulo utilizado para a coleta do Papanicolau pode causar desconforto leve e pressão, que dura menos de 1 minuto. O ultrassom transvaginal causa sensação de pressão interna, raramente dor. O exame bimanual (palpação do útero e ovários com dois dedos dentro da vagina e a outra mão sobre o abdômen) pode causar pressão. Se houver dor durante qualquer parte do exame, informe imediatamente a Dra. Gabriela, a dor durante o exame pélvico pode ser sinal de condição ginecológica que merece investigação, como endometriose, vaginismo ou infecção, e não deve ser ignorada ou tolerada.

Qual a diferença entre consulta particular e por convênio com a ginecologista?

No atendimento particular com a Dra. Gabriela Laboissiere, a consulta tem tempo estendido, com anamnese detalhada, revisão de exames anteriores, exame clínico completo e elaboração de plano terapêutico individualizado. É possível discutir múltiplas queixas na mesma consulta e ter acesso direto à médica entre consultas para dúvidas relevantes. A Dra. Gabriela não atende por convênio, o atendimento particular permite o nível de cuidado e dedicação que condições complexas como SOP, endometriose, infertilidade e climatério exigem.

Sobre hormônios e ciclo menstrual

Qual a diferença entre SOP e ovários policísticos ao ultrassom?

Esta é uma das confusões mais comuns na ginecologia. "Ovários policísticos ao ultrassom" é apenas um achado de imagem; a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é um diagnóstico clínico. O quadro abaixo resume a diferença:

AspectoOvários policísticos ao ultrassomSOP (Síndrome dos Ovários Policísticos)
O que éAchado de imagem, isoladoDiagnóstico clínico
Como se defineOvários com 20 ou mais folículos de pequeno diâmetro (2 a 9 mm) em cada ovário ou volume ovariano acima de 10 mLCritérios de Rotterdam: pelo menos 2 de 3, ciclo menstrual irregular ou ausente; hiperandrogenismo clínico (acne, hirsutismo) ou laboratorial (testosterona elevada); morfologia policística ao ultrassom
Basta para diagnosticar SOP?Não, o achado isolado não é suficienteSim, quando 2 ou mais critérios estão presentes

Por isso, uma mulher pode ter ovários policísticos ao ultrassom com ciclo regular e sem hiperandrogenismo, e NÃO tem SOP. Da mesma forma, pode ter SOP sem ovários policísticos ao ultrassom, se tiver os outros dois critérios.

O anticoncepcional causa infertilidade?

Não. Esta é uma das informações incorretas mais prejudiciais que circulam sobre contracepção. Todos os métodos hormonais reversíveis, pílula combinada, minipílula, anel vaginal, adesivo, implante subdérmico e DIU hormonal, não causam dano ovariano permanente e não comprometem a fertilidade após a interrupção. O que pode ocorrer é um período de adaptação de 1 a 3 ciclos para que o eixo hipotálamo-hipófise-ovário retome o ritmo próprio. Se a irregularidade menstrual persistir por mais de 3 meses após parar o anticoncepcional, pode haver causa subjacente, como SOP, que estava mascarada durante o uso. Isso não é infertilidade causada pelo anticoncepcional: é uma condição pré-existente que agora se manifesta.

Por que meu ciclo ficou irregular depois de parar a pílula?

A pílula anticoncepcional combina estrogênio e progestágeno em doses fixas que criam um ciclo artificial extremamente regular. Ao parar, o sistema hormonal retoma seu funcionamento próprio, que pode ser irregular se havia irregularidade pré-existente (SOP, por exemplo, que estava mascarada pela pílula) ou durante o período de readaptação do eixo hormonal (geralmente 1 a 3 ciclos). A irregularidade que persiste por mais de 3 meses após a interrupção merece investigação ginecológica, painel hormonal completo e ultrassom pélvico, para identificar a causa real, que não é a pílula, mas uma condição que a pílula suprimia.

Como saber se meus sintomas têm causa hormonal?

Sintomas com alta probabilidade de causa hormonal incluem: irregularidade menstrual (ciclos com variação superior a 7 dias, ausência de menstruação, sangramento abundante); acne de início na vida adulta ou refratária a tratamentos dermatológicos; queda de cabelo difusa, especialmente no centro do couro cabeludo; hirsutismo (pelos em face, abdômen, peito); ganho de peso sem mudança alimentar, especialmente com distribuição abdominal; fadiga intensa, dificuldade de concentração e alterações de humor cíclicas (piores em determinada fase do ciclo); ressecamento vaginal fora da menopausa; e diminuição da libido. A confirmação é sempre laboratorial, os sintomas orientam quais exames solicitar, mas não substituem a dosagem hormonal.

Quais exames solicitar para avaliar os hormônios?

O painel hormonal básico para avaliação ginecológica inclui: FSH, LH e estradiol (coletados no 2º ou 3º dia do ciclo para avaliação da reserva ovariana e da função hipofisária); progesterona no 21º dia (para confirmar ovulação); prolactina (em jejum, sem estresse físico prévio, stress e exercício elevam a prolactina transitoriamente); testosterona total e livre; DHEAS (androgênio adrenal); SHBG (globulina ligadora de hormônios sexuais, fundamental para calcular testosterona livre); TSH e T4 livre (tireoide); insulina de jejum com glicemia (resistência insulínica, frequente na SOP). Para avaliação da reserva ovariana: AMH (Hormônio Anti-Mülleriano), pode ser coletado em qualquer dia do ciclo. A Dra. Gabriela define quais exames são necessários para cada caso após a consulta clínica.

Sobre TRH, climatério e menopausa

A TRH causa câncer de mama?

Esta é a pergunta mais frequente sobre TRH, e a resposta é mais nuançada do que o senso comum sugere. O estudo WHI de 2002, que gerou o alarme sobre TRH e câncer de mama, utilizava hormônios sintéticos conjugados (equinos) combinados com acetato de medroxiprogesterona, uma formulação diferente da TRH moderna. As diretrizes atuais da FEBRASGO, da IMS (International Menopause Society) e da NAMS (North American Menopause Society) indicam que a TRH com estradiol transdérmico (que não aumenta o risco de trombose) associado a progesterona micronizada (progesterona natural) apresenta perfil de segurança significativamente melhor do que os estudos antigos sugeriam. O risco de câncer de mama associado à TRH moderna, quando existe, é pequeno e equivalente ao risco associado a 1 a 2 taças de vinho por dia ou ao sobrepeso. Para a maioria das mulheres com sintomas climatéricos moderados a graves, os benefícios da TRH superam os riscos, mas cada caso deve ser avaliado individualmente.

O que é menopausa precoce e como é tratada?

A menopausa precoce é definida como a cessação da menstruação antes dos 45 anos. Quando ocorre antes dos 40 anos, é chamada de Insuficiência Ovariana Primária (IOP), uma condição mais grave que exige investigação imediata de causas (autoimune, genética como Síndrome de Turner, iatrogênica por quimioterapia ou cirurgia). Ambas as condições, menopausa precoce e IOP, têm implicações importantes: risco aumentado de doença cardiovascular, osteoporose, disfunção cognitiva e qualidade de vida reduzida por anos ou décadas à frente. O tratamento é a TRH, que deve ser mantida pelo menos até os 51 anos (média da menopausa natural) para proteção óssea, cardiovascular e neurológica, independentemente de sintomas. Para mulheres com IOP antes dos 40 anos, a TRH é especialmente urgente.

Hormônios bioidênticos são mais seguros do que os sintéticos?

O termo "hormônio bioidêntico" refere-se a hormônios com estrutura química idêntica aos produzidos pelo corpo humano, estradiol, progesterona micronizada e testosterona são os principais exemplos. Em contraste, hormônios sintéticos como o acetato de medroxiprogesterona têm estrutura diferente da progesterona natural, com perfil de efeitos colaterais distinto. Nesse sentido, a TRH com estradiol transdérmico e progesterona micronizada (bioidênticos regulamentados pela ANVISA) tem perfil de segurança melhor documentado do que as formulações sintéticas antigas. Os compostos bioidênticos manipulados em doses personalizadas (BHRT composta) são diferentes, não têm os mesmos estudos de segurança e eficácia que os bioidênticos padronizados. A Dra. Gabriela trabalha com formulações regulamentadas, de eficácia e segurança comprovadas em estudos clínicos.

A TRH engorda?

Não, a TRH não causa ganho de peso. Estudos clínicos controlados não demonstram aumento de peso em usuárias de TRH comparadas a não usuárias. O que acontece no climatério, independentemente da TRH, é uma tendência natural ao ganho de peso abdominal, relacionada à queda dos níveis de estrogênio e à redistribuição da gordura corporal. A TRH, na verdade, pode atenuar esse processo ao reduzir a resistência insulínica e preservar a massa muscular. Nos primeiros meses de uso de TRH, alguma retenção hídrica pode ocorrer, que não é ganho de gordura e geralmente se resolve espontaneamente.

Existem alternativas à TRH para quem tem contraindicação?

Sim. Para mulheres com contraindicação absoluta à TRH, como histórico de câncer de mama hormônio-receptor positivo, existem alternativas para o manejo dos sintomas climatéricos. Para fogachos: inibidores seletivos da recaptação de serotonina e norepinefrina (venlafaxina, paroxetina) têm eficácia demonstrada para fogachos; gabapentina também é opção. Para ressecamento vaginal: estrogênio vaginal local é geralmente aceito mesmo em sobreviventes de câncer de mama com avaliação oncológica; ospemifeno (modulador seletivo dos receptores de estrogênio) é opção oral. Para proteção óssea: bifosfonatos ou denosumabe são eficazes independentemente da TRH. Para proteção cardiovascular: estilo de vida (atividade física, dieta, controle do peso) é a base, complementada com medicação específica quando indicado.

Sobre procedimentos e saúde íntima

O laser vaginal dói e tem recuperação longa?

O laser de CO₂ vaginal fracionado é um procedimento ambulatorial realizado sem anestesia geral. A maioria das pacientes descreve uma sensação de calor ou pressão durante o procedimento, que dura entre 10 e 15 minutos. Não é necessário internação. Após o procedimento, pode haver leve ardência ou corrimento claro por 24 a 48 horas. A única restrição é abstenção sexual por 7 dias após cada sessão. O retorno às atividades normais, trabalho, exercício leve, é imediato. O protocolo padrão é de 3 sessões com intervalo de 4 a 6 semanas, com sessão de manutenção após 12 a 18 meses.

O Papanicolau detecta todas as ISTs?

Não. O Papanicolau detecta alterações celulares do colo do útero causadas pelo HPV, e pode sugerir, como achado incidental, a presença de Trichomonas vaginalis ou alterações sugestivas de vaginose bacteriana. Mas NÃO detecta: clamídia, gonorreia, sífilis, herpes genital, HIV, hepatite B ou C. Para rastreamento de ISTs, são necessários exames laboratoriais específicos: NAAT (amplificação de ácido nucleico) para clamídia e gonorreia em swab vaginal; VDRL e FTA-ABS para sífilis; Anti-HIV; HBsAg para hepatite B. Mulheres sexualmente ativas com múltiplos parceiros ou parceiro com IST devem realizar esse rastreamento periodicamente, mesmo com Papanicolau normal.

Labioplastia tem indicação médica ou é só estética?

A labioplastia tem indicação médica clara quando a hipertrofia dos lábios menores causa sintomas funcionais: desconforto durante atividade física intensa, irritação por atrito com roupas, dificuldade de higiene, dor durante relações sexuais por dobramento do tecido, ou sangramento recorrente por trauma. Nesses casos, o procedimento tem caráter terapêutico. A indicação puramente estética, sem sintomas funcionais, também é possível, mas exige discussão honesta sobre expectativas, limitações da cicatrização e possíveis complicações. Não existe um padrão anatômico "correto" para a vulva, a variação é ampla e fisiológica. A decisão deve ser tomada com tempo, sem pressão e com informação completa.

DIU pode ser colocado em mulher sem filhos?

Sim. Tanto o DIU de cobre quanto o DIU hormonal (Mirena, Kyleena) podem ser inseridos em mulheres sem filhos. A ideia de que "DIU é só para quem já teve filho" é um mito desatualizado, as diretrizes atuais da FEBRASGO, da OMS e da AAP (American Academy of Pediatrics) indicam o DIU como opção de primeira linha para adolescentes e mulheres nulíparas que desejam contracepção de longa duração. Em nuligestas, o colo uterino costuma ser mais estreito, o que pode aumentar o desconforto durante a inserção e a taxa de expulsão espontânea, mas esses não são critérios de contraindicação. A Dra. Gabriela realiza a inserção com preparo adequado para minimizar o desconforto.

Ressecamento vaginal é normal ou precisa de tratamento?

Ressecamento vaginal é frequente, mas não é algo que deva ser tolerado sem tratamento. A normalidade do ressecamento depende do contexto: durante a amamentação e na menopausa, o hipoestrogenismo que causa o ressecamento é esperado, mas o ressecamento em si não precisa ser tolerado. Em mulheres jovens sem essas condições, o ressecamento pode indicar uso de anticoncepcionais progestínicos, hipotireoidismo ou outras causas que merecem investigação. O tratamento é disponível, eficaz e seguro: lubrificantes, hidratantes vaginais, estrogênio vaginal local ou sistêmico (conforme o caso) e procedimentos como laser ou radiofrequência para casos resistentes.

Sobre fertilidade e reprodução

Endometriose impede a gravidez?

Endometriose reduz a fertilidade, mas não a impede necessariamente. O impacto sobre a fertilidade varia com o grau e a localização das lesões. Endometriose superficial peritoneal (estádios I e II) pode ter impacto mínimo na fertilidade. Endometriose com endometrioma ovariano bilateral volumoso, aderências pélvicas extensas ou acometimento tubário (estádios III e IV) compromete mais significativamente a reserva ovariana e a anatomia pélvica. Com tratamento cirúrgico adequado e/ou reprodução assistida, muitas mulheres com endometriose conseguem engravidar. A avaliação precoce da reserva ovariana (AMH, contagem de folículos antrais) é especialmente importante em mulheres com endometriose que planejam engravidar, para definir o momento ideal e a estratégia mais eficaz.

AMH baixo significa que não posso engravidar?

Não necessariamente. O AMH (Hormônio Anti-Mülleriano) reflete a reserva ovariana, a quantidade de óvulos disponíveis, mas não é o único determinante da fertilidade. Mulheres com AMH baixo ainda podem engravidar espontaneamente ou com tratamento de reprodução assistida, especialmente se os demais fatores de fertilidade (qualidade ovocitária, útero, trompas, fator masculino) estiverem preservados. O que o AMH baixo indica é menor tempo disponível para tentativas e menor resposta esperada à estimulação ovariana em FIV. Esse resultado indica urgência na avaliação, mas não conclusão de infertilidade. A idade é o fator com maior impacto individual na qualidade ovocitária, independentemente do AMH.

Quantas tentativas fazer antes de avaliar fertilidade?

As diretrizes internacionais recomendam avaliação médica de fertilidade após 12 meses de tentativas sem sucesso em mulheres abaixo dos 35 anos, e após 6 meses em mulheres de 35 anos ou mais. No entanto, a investigação deve ser antecipada quando há fatores de risco conhecidos: irregularidade menstrual, diagnóstico de SOP ou endometriose, histórico de cirurgia pélvica, fatores de risco masculinos, ausência de vida sexual regular. Para mulheres acima dos 38 anos, alguns especialistas recomendam investigação imediata, sem período de espera, pois a janela de fertilidade é limitada. Investigar não significa necessariamente iniciar tratamento, muitas vezes, a avaliação identifica causas tratáveis que permitem gravidez espontânea com orientação adequada.

Congelamento de óvulos é seguro?

Sim. A criopreservação de óvulos por vitrificação, técnica atual padrão-ouro, é um procedimento seguro com dados de segurança materna e neonatal bem estabelecidos. As taxas de gravidez por óvulo descongelado variam com a idade da mulher na coleta: em torno de 5 a 10% por óvulo em mulheres com menos de 35 anos. O processo envolve estimulação ovariana (injeções de gonadotrofinas por 10 a 14 dias), monitoramento por ultrassom, captação dos óvulos por aspiração transvaginal sob sedação e vitrificação. Os riscos principais são a síndrome de hiperestimulação ovariana (rara com protocolos modernos) e o desconforto abdominal durante a estimulação. O ideal é realizar o congelamento antes dos 35 anos para obter maior número e melhor qualidade dos óvulos.

Minha SOP vai dificultar a gravidez?

SOP é uma das causas mais comuns de infertilidade por anovulação, mas é também uma das mais tratáveis. A maioria das mulheres com SOP que desejam engravidar consegue com tratamento adequado. A primeira abordagem para mulheres com SOP e sobrepeso é a perda de peso, reduzir 5 a 10% do peso corporal pode restaurar a ovulação espontaneamente em uma parcela significativa das pacientes. Quando isso não é suficiente, a indução da ovulação com citrato de clomifeno ou letrozol tem alta taxa de sucesso. Para casos refratários, a FIV é altamente eficaz em mulheres com SOP, os ovários policísticos respondem bem à estimulação ovariana, produzindo muitos óvulos. O maior risco na FIV em mulheres com SOP é a síndrome de hiperestimulação ovariana, que exige protocolos de estimulação cuidadosos. Para mais informações, acesse o guia sobre fertilidade e reprodução humana em Brasília.

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Dra. Gabriela Laboissiere, CRM-DF 21283 | RQE 16195. Clínica Synergie, Santos Dumont Medical Center, SHIS QI 1, Lote B, Bloco A, Sala 101-4, Lago Sul, Brasília-DF, CEP 71.605-170.

As respostas deste guia têm caráter educativo e não substituem a consulta médica individualizada, cada caso exige avaliação clínica. O atendimento é exclusivamente particular (com emissão de recibo para reembolso), sendo a primeira consulta presencial e a telemedicina reservada para retornos e discussão de resultados.

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Perguntas frequentes

O que é Ginecologia Endócrina?

A Ginecologia Endócrina é a subespecialidade da ginecologia dedicada ao equilíbrio hormonal feminino. Abrange o manejo de irregularidades menstruais, SOP, endometriose, climatério, menopausa, avaliação de fertilidade e escolha de métodos contraceptivos hormonais, considerando o impacto dos hormônios sobre toda a saúde da mulher.

Com que frequência fazer consulta ginecológica?

Mulheres sem queixas e com ciclos regulares fazem consulta anual. Mulheres com sintomas hormonais, em tratamento, no climatério ou com condições crônicas como SOP e endometriose fazem acompanhamento semestral ou conforme orientação médica.

Pílula anticoncepcional causa infertilidade?

Não. Os anticoncepcionais hormonais não causam infertilidade. Após a suspensão, a fertilidade retorna, mais rapidamente com pílulas e anel, e em alguns meses com implantes. A injeção trimestral pode atrasar o retorno da fertilidade por até 18 meses.

O que inclui a avaliação pré-concepcional?

A consulta pré-concepcional inclui avaliação do estado geral de saúde, painel hormonal, triagem de doenças infecciosas (toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, hepatites), avaliação da tireoide, suplementação de ácido fólico e orientações sobre estilo de vida para otimizar a saúde na gestação.

Como funciona o atendimento na Dra. Gabriela?

O atendimento é particular, no Santos Dumont Medical Center, na SHIS QI 1 (Lago Sul). A primeira consulta inclui anamnese detalhada, exame físico e plano diagnóstico. O agendamento é feito pelo WhatsApp (61) 99966-6543. Telemedicina disponível para retornos.

Fontes e referências

As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência. Consulte sempre uma profissional de saúde habilitada para orientações personalizadas.